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Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável são postos a prova.

Em menos de 10 dias ouvi dois pensadores dizerem que as definições de Desenvolvimento Sustentável e Sustentabilidade estão equivocadas e fora de contexto. Em outras palavras, que não alcançam a realidade atual e precisam ser reconsideradas.

O primeiro foi o Filósofo Francês, Denis Trierweiler, no Colóquio Internacional RIO + 20 – Ação Global pela sustentabilidade, ocorrido na Academia Brasileira de Filosofia, no dia 23 de março, que questionou o atual conceito de Desenvolvimento Sustentável. No seu entender, este já está banalizado pela dificuldade em se prever as reais necessidades das futuras gerações e pela forma como vem sendo indevidamente apropriado.

Foto: Daniela Kussama

Gisela com Fritjof Capra. Foto: Daniela Kussama

O segundo foi o físico e teórico dos sistemas, Fritjof Capra que, em apresentação no Rio de Janeiro, afirmou “a definição de sustentabilidade tem sido utilizada de forma equivocada e fora de contexto”. Capra é um defensor e estudioso dos sistemas em redes: redes sociais, redes de comunicações, redes ecológicas e ambientais… A tão falada visão sistêmica, tão difícil de ser implementada, mas fundamental para o entendimento das conexões existentes entre todos os organismos e seres do Planeta. O todo está conectado às partes e as partes estão conectadas ao todo. Uma boa analogia é a sucessão das ondas provocadas, em um lago de águas paradas, após o lançamento de uma pedra, e o retorno e interpenetração dessas quando encontram algum obstáculo. Quando  agimos, os nossos atos provocam consequências e estas retornam para nós. São efeitos em sequência que podem ser positivos, negativos ou neutros, a depender da ação que a gerou.

Estas visões nos colocam diante das limitações do homem em abarcar, entender e prever as consequências dos seus atos presentes e passados no futuro e, até mesmo, a sua dificuldade e incapacidade em acompanhar simultaneamente os efeitos de suas ações em todas as direções e em tudo que o cerca. Afinal, só temos cinco sentidos físicos! Será? E o poder da intuição? A física quântica também está pondo à prova a “visão” humana e o alcance das energias sutis.

Então, como planejar e minimizar os impactos dos estragos que este mesmo homem vem causando ao longo de sua existência no Planeta, só pensando racionalmente? Ao que parece, a partir do momento em que o ser humano deixou de ser animal irracional e passou a ser “racional” e cartesiano ele abandonou gradativamente sua integração com o meio natural, seus instintos naturais e intuitivos. Foi se deixando levar pelo Ego, pela vaidade e pelo Poder, pensando ser superior aos demais seres que compartilham a mesma casa Oikos com ele.

Se o homem pretende continuar habitando a Terra, terá que reaprender a naturalizar seus hábitos e acessar sua intuição, seu elo perdido, para não morrer sufocado em montanhas de lixo, sem o oxigênio das árvores e sem água do qual é composto. Vale lembrar que dinheiro não se come!

É preciso tornar as cidades mais resilientes e adaptadas às mudanças climáticas, minimizar as causas, produzir menos lixo, reduzir o consumo e as embalagens, usar menos carro, trabalhar perto de casa, plantar árvores, utilizar os esgotos como adubo, limpar os rios e mares, cultivar sua comida nas hortas urbanas.

Mas, para que isso aconteça, será preciso uma educação continuada de empresários, políticos, e demais membros da sociedade, adultos e crianças para que possamos reaprender o que foi esquecido pela raça humana… Dependemos da natureza para viver! Precisamos fazer algo, pois, TODOS SOMOS RESPONSÁVEIS PELA PRESERVAÇÃO E DURABILIDADE DA VIDA HUMANA NO PLANETA!

FAÇA A SUA PARTE!

Um abraço,

Gisela Santana

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